Com o passar de milhões e milhões de anos, a crosta do planeta foi se modificando, tanto na parte exposta como na parte coberta por água. Continentes se formaram e, neles, montanhas, planaltos e terras baixas, principalmente pela movimentação das placas tectônicas e seus reflexos como terremotos, magmatismo e vulcanismo.

Triássico 220 milhões de anos atrás – Jurássico 150 milhões de anos atrás – Cretáceo 65 milhões de anos atrás.
Separação entre América do Sul e África.
Fonte: Phanerozoic Tectonic Maps – Northern Arizona University (Lopes, R. P.; Buchmann, F. S. C.; Caron, F.; Itusarry, M. E. G. S.. Ossos de animais pré-históricos de 120 mil anos nas barrancas do Arroio Chuí-RS. In: SIGEP 119 – Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil. 2005.).

Processos de erosão.
Desenho: Elisabeth Zolcsak.
As rochas recebem chuvas, águas correntes e ventos, lentamente quebram e se esfarelam em grãos. Estes grãos se acumulam no fundo de terrenos baixos, lagos, rios e oceanos, formando camadas de rochas sedimentares. As camadas mais antigas são cobertas pelas mais novas, porém, muitas vezes há deslocamentos de camadas no solo.

Deslocamento de camadas de solo.
Desenho: Chiche Ojeda via Wikimedia Commons.

Stellarton Formation, Nova Scotia, Canada – com camadas de solo expostas.
Foto: Michael C. Rygel via Wikimedia Commons.
Bacia Bauru
No Brasil, nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, ocorre uma unidade geológica de 370.000 km2 chamada de Bacia Bauru.
A Bacia Bauru se depositou sobre uma grande depressão criada onde houve muito acúmulo de magma no Cretáceo Inferior, durante a separação da América do Sul e África. No Cretáceo Superior, esta depressão foi preenchida por sedimentos formados pela ação de ventos e de águas.
É composta por diferentes unidades geológicas, entre elas, as formações, que apresentam feições únicas de composição, deposição e evolução de sedimentos.

Partes da Bacia Bauru em São Paulo. Destaque – Formação São José do Rio Preto.
Fonte: Delcourt, Rafael; Iori, Fabiano Vidoi. A new Abelisauridae (Dinosauria: Theropoda) from São José do Rio Preto Formation, Upper Cretaceous of Brazil and comments on the Bauru Group fauna. Historical Biology, 2018.
A Formação São José do Rio Preto se depositou há cerca de 85 milhões de anos e apresenta arenitos finos, de cores marrom-claro a bege, frequentemente conglomerados, acumulados em planícies de rios rasos. Nela se encontram fósseis como coprólitos, escamas, carapaças, dentes e ossos de antigos peixes, sapos, tartarugas, crocodilos e dinossauros, além de vestígios de algas, moluscos e crustáceos.